Charles Rockenbach

It's adventure time

O que é o Startup Talk e como saber se sua ideia milionária não é uma alucinação?

Neste artigo falarei sobre o Startup Talk e sobre como podemos saber se uma ideia de negócio realmente é uma ideia válida.

Startup Talk

O Startup Talk é um encontro semanal que tem como objetivo discutir sobre aspectos do mundo das startups. Esse evento, que acontece em Palmas, capital do Tocantins, ocorre toda segunda no Posto Central, na quadra 602 Sul, e sempre tem um tema central para a galera discutir.

A ideia de criar um evento semanal como esse surgiu dentre os membros organizadores do Startup Tocantins. Esses membros viram a necessidade de fomentar o ecosistema local para que novas ideias pudessem surgir e encontrar apoio de pessoas mais experientes. Além disso, esse evento também tem o objetivo de divulgar para a população o que são startups e como elas estão mudando a realidade mundial através da sua coragem e inovações disruptivas.

Atualmente, a equipe responsável por organizar esses encontros é composta por mim, Charles Rockenbach, e pelo Luiz Carvalho e Tiago Vilardi. Para decidir o tema a ser tratado nos encontros, nós, os organizadores, discutimos e ouvimos a opinião da comunidade para sempre trazer um tema que seja útil para as necessidades do momento. Como exemplo, temos os dois últimos encontros que abordaram os temas “Aprendendo com os erros“, onde o pessoal falou sobre seus erros como empreendedores e o que aprenderam com eles, e “Validação: como saber se sua ideia não é alucinação?”, o qual discutirei a seguir.

Validação: como saber se sua ideia não é uma alucinação?

Convite do Startup Talk para discutir sobre validação de ideias. Nesse convite há uma imagem que sugere que cinema mais cachorros é igual a lucro, uma ideia que claramente precisa ser validada.

Nesse encontro, que aconteceu no dia 26/10/2015, discutimos sobre formas para validar ideias de negócios e soluções de problemas. A validação é uma etapa fundamental em qualquer negócio, pois é através dela que conseguimos provar ou refutar nossas hipóteses sobre determinados pontos, como, por exemplo, qual é a proposta de valor, quem é o público-alvo, qual preço cobrar pelo produto ou serviço, etc.

Uma boa forma para organizar os aspectos mais importantes de um negócio é o famoso Business Model Canvas, ou, para os íntimos, apenas Canvas. Essa ferramenta, que na verdade é apenas um papel com nove quadros, fornece uma excelente perspectiva visual e organizacional sobre o seu negócio. É importante ressaltar que o Canvas não faz a validação da ideia, mas ele ajuda o empreendedor a organizar seu possível plano de negócios pra depois partir pra validação. Para saber mais sobre esse modelo, assista a playlist de vídeos do FazInova no Youtube.

Os presentes compartilharam como validaram (ou não) seus negócios e isso foi interessante para saber como o pessoal envolvido no movimento tocantinense de startups costuma trabalhar. Alguns exemplos de validações de produtos locais foram:

  • VigilantesApp: o Luiz Carvalho contou que para validar o problema e solução, a equipe responsável elaborou uma questionário que foi utilizado em entrevistas com pessoas em shoppings e outros locais públicos. Como aprendizado desse processo, foi apontado o excesso de validação: a equipe gastou muito tempo e recursos tentando validar todos os detalhes possíveis antes de montar o MVP, o que acabou desinteressando parte da equipe;
  • Partiuuu: o Arlan Gonçalves falou que desenvolveu o Partiuuu baseado apenas em sua necessidade pessoal de encontrar as festas que ocorriam na cidade, sem perguntar para o público geral o que eles achavam da ideia. Com isso, constatamos que a validação, em alguns casos bem específicos, não tem tanta importância, porém, os riscos desse processo, como investir e perder dinheiro, aumentam consideravelmente.

Outras pessoas que estavam na reunião, como o Van Neves, falaram que na maioria das vezes os produtos desenvolvidos surgiram quando algum cliente com um problema os procurou, ou seja, alguém que tinha o problema e uma vaga ideia da solução, pediu para eles desenvolverem uma solução tecnológica, que logo após evoluiu e se tornou um produto.

Como conclusão geral do encontro, todos os presentes concordaram que apesar de cada problema ter suas particularidades, é altamente recomendado que se faça uma validação do problema e da solução. Essa validação, além de evitar possíveis investimentos financeiros que não trarão resultados, também evita perda de tempo e decepções provenientes do fracasso, o que às vezes faz as pessoas desistirem de serem empreendedores na primeira tentativa.

Pra finalizar, segue uma foto tirada pelo Luiz no começo do encontro:

Galera sentada ao redor de uma mesa de bar antes do começo do encontro sobre validação de ideias.

P.S.: Esse foi um post experimental escrito sem planejamento, vou tentar melhorar para as próximas vezes;
P.S. 2: Temos que avisar pra galera quando formos tirar foto para todos ficarem sentados e olharem pra câmera, rs.

Charles Rockenbach

Programador e às vezes estagiário de designer. Atualmente trabalha na Defensoria Pública do Estado do Tocantins e se aventura pelo mundo do agronegócio.

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